Corpo Eletrico



Uma Crença Nuclear

Agora deixe-me dar um exemplo de crença nuclear [no original: core belief]. É uma crença generalizante: a natureza humana é hereditariamente má. Esta é uma crença nuclear. Através dela irão surgir eventos que só servem para re-enforçá-la. Experiências – tanto pessoais quanto globais – virão até a percepção da pessoa que possui esta crença, isto apenas serve para aprofundá-la mais.

De todas os dados disponíveis nos jornais, televisão, cartas e comunicações privadas, ele ou ela irá se concentrar apenas naquelas questões que “provam” aquele ponto. A suspeita dos outros irá crescer, para não falar sobre a desconfiança pessoal do indivíduo. A crença irá alcançar as áreas mais íntimas da sua vida e, finalmente, nenhuma evidência parecerá estar disponível para descomprovar isto.

Seth

In A Seth Book – The Nature of Personal Reality, by Jane Roberts

Prosseguindo o assunto de gerar a realidade a sua volta que foi iniciado no post anterior, no trecho acima, é interessante notar que não é dito que a crença nuclear, ou crença base, gera as tragédias e coisas negativas que estão em volta da pessoa, mas que por possuir esta crença a pessoa seleciona uma maior percepção destes eventos.

Obviamente, a realidade em que você vive é a realidade que você percebe, aquilo que você não percebe, não é parte da sua realidade, porém, o fato de você não saber que algo existe não faz com que aquilo se desmaterialize: aquilo simplesmente não faz parte da SUA realidade. As crenças que mantemos fazem com que canalizemos realidades específicas, parcializa nossa experiência de mundo. Considerando isto, pode-se dizer que suas crenças criam a realidade, mas a SUA realidade individual, porque seleciona aquilo que você quer ver, aquilo que você se permite conhecer.

Mas e se uma crença é mantida por uma grande quantidade de pessoas? O efeito será  muito mais forte, será um grande grupo onde um alimenta o outro com eventos, estórias, fatos e todo tipo de evidência que sedimentam ainda mais aquela visão específica. Isto apenas do ponto de vista social e psicológico. Agora, vamos adicionar a isto a questão transcendental. Não que a este ponto ela seja necessária para provar que o indivíduo está preso em uma rede que se retroalimenta e assim garante a sua perpetuação, afinal, isto é cultura – um meio propício ao florescimento de algo (por isto a palavra é usada também em biologia – cultura de bactérias é um termo usado para descrever um meio adequado para elas se multiplicarem).

Mas colocando a questão transcendental assim mesmo para tornar as coisas ainda mais apimentadas. Se para além do físico, nos somos capazes de gerar formas energéticas que funcionam como matrizes para a concretização da realidade física, fica fácil entender aqueles que afirmam que as pessoas, enquanto grupo, estão ‘causando’ tragédias aparentemente naturais. Agora, esta crença também pode ser apenas mais uma crença nuclear, selecionando e editando os eventos. A verdade é que somos prisioneiros de nossas crenças, se você olhar pelo lado negativo, ou senhores de nossa realidade, se você escolher o lado positivo.

Mantenha-se ligado, não deixe nada entrar despercebido, ‘rumine’ toda informação que você recebe. É cansativo inicialmente, muitas vezes você irá retornar ao modo ‘piloto automático’, muitas vezes você pensará que isto não trás nenhuma recompensa, mas continue.

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Comentários

  1. * elizabeth says:

    parabens Andrea, pela sua clareza em explicar assuntos muitas vezes complicados. Um abraço

    | Responder Publicado 5 years, 7 months ago


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