Corpo Eletrico


Sobre a Síndrome do Faraó

Achei um texto muito interessante que fala da relação do terapeuta com o paciente – mais especificamente com o ego do paciente. Recomendo a leitura : http://somostodosum.ig.com.br/clube/c.asp?id=35429 

Gostaria de frisar que está não é uma atitude exclusiva da terapia, mas se estende também ao sistema de ensino, onde quando um aluno fracassa, nunca é responsabilidade desse, sempre é o método que não presta, o professor que é fraco, o material é que é deficitário. As pessoas esperam que as informações sejam instaladas nos seus cérebros sem que nenhum esforço ativo maior seja feito de sua parte. Elas querem um download.  Elas acham que só porque estão pagando um curso, já estão aprendendo. Um curso de inglês, por exemplo: o aluno falta, não estuda, não faz as tarefas extra-sala, e depois de um certo tempo, óbvio, mal sabe usar o básico da língua. Então pula de curso em curso sem aprender nada, simplesmente porque a atitude nunca muda.

As pessoas, em geral, querem o automático, o fast-food, a fórmula mágica, o passivo. Mas cérebro é como músculo, se fortalece com o uso.


Expectativa

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Grandes bênçãos vêm para as pessoas que não perguntam – porque, então, tudo é uma bênção. Se algum estranho na rua, lhe dá uma flor rosa – um estranho que você nunca conheceu antes, vocês nunca sequer foram apresentados … ele simplesmente sorri e dá uma flor rosa para você e caminha, nem mesmo esperando por um agradecimento – quanta alegria que uma simples flor rosa traz para você!

 

Mas você não ficará surpreso se sua esposa lhe dá uma flor rosa – …porque você estava esperando. Se o seu amigo lhe dá uma flor rosa você não ficará surpreso, você não vai se sentir grato, você vai dizer: “E daí?” É a expectativa que destrói a sua gratidão. Mas com um estranho, porque você não estava esperando, uma simples flor rosa torna-se um presente tão bonito.

 

No momento em que você deixar cair todas as suas expectativas, toda a vida se torna um dom de Deus.

Osho


QUANDO A VIDA DÁ UM NÓ

Quando a vida dá um nó

Sabe quando você acha a coisa certa para ler? Aquela mensagem que você já conhecia mas que precisava ser dita por alguém de fora? Pois é, achei esse artigo aqui que faz todo sentido com o momento que estou vivendo.

http://umbrinco.com/blog/2013/05/05/quando-o-equilibrio-depende-da-organizacao/

Na verdade, as mensagens estão por toda parte, e, principalmente, dentro de nós. Nossos olhos, ouvidos e sentidos mais profundos é que estão destreinados para perceber o que o universo, nosso corpo e espírito estão gritando para nós.

Eu, por exemplo, deixe-me enredar pelo caos absoluto, mesmo sabendo como agir, como evitar, e ainda que na situação de não poder evitar, eu sabia como enfrentar. Mas muitas vezes, saber de algo não é compreender. Conhecimento definitivamente não é sabedoria. Saber não é agir, e agir é o que importa.

Só me resta organizar o caos que eu permitir que se instalasse na minha vida e seguir em frente, olhos e ouvidos abertos!


JORNADA

 

O que aprendi ao longo da vida é que estamos sempre no ponto inicial. Sei que afirmar isso pode parecer que estamos sempre estagnados, mas nada mais distante do que eu quis dizer.

Quando damos um passo, estamos deixando algo para traz e entrando em algo novo. Um novo passo é um novo início, e assim temos a possibilidade de estarmos sempre nos renovando.

Na verdade, a estagnação seria não dar passo algum ou tentarmos dar repetidamente o mesmo passo. Tentar fazer isso é se prender no passado, e o que se deve buscar em uma jornada é o momento presente.

O passo que daremos depois deste passo que estamos dando agora ainda não existe. Por tanto, quando, por fim, o dermos, ele também será novo. Então, ao invés de ficarmos ansiosos deveríamos nos animar com as novidades. Cada dia é um novo dia, cada passo é um novo passo, ou pelo menos assim deveriam ser encarados. Viver dessa maneira é se libertar do “feitiço do tempo”, das repetições infinitas, dos hábitos que aprisionam.

Como é viver assim? Eu também ainda não sei, eu também estou me esforçando para conquistar essa forma de encarar a vida. A única coisa que posso dizer é que isso me parece uma forma de encarar a realidade extremamente libertadora.


Atenção Seletiva

“Nada precisa ser fixo. Tudo está se desdobrando perfeitamente. Quando você para no seu agora aceitando tudo o que está bem, então a partir desta vibração, você se torna envolvido por mais e mais evidencia de que tudo está bem. Mas quando você está convencido de que as coisas não funcionam, de que existe poluição, ou que outras coisas deram errado, ou que o governo está conspirando…então o que acontece é que você é capturado por essa vibração, e você começa a manisfestar esse tipo de coisa, e então você diz: ‘Veja, eu te disse que as coisas estão indo mal.”

— Abraham

Primeiro, concordo com Abraham. Segundo, não acho que ele está nos dizendo para sermos alienados e fora da realidade. Acontece que nossa percepção é seletiva e modelável. Nós escolhemos no que vamos focar. Como os sistemas de busca na internet que “gravam” nosso padrão e começam a sugerir mais do mesmo assunto que costumamos sempre a procurar, ou aqueles anunciozinhos no gmail que sempre estão relacionados com os links que clicamos no momento.

Ninguém deve achar que a poluição ou tragédias irão deixar de existir só porque paramos de focar nossa atenção nelas. O que irá se alterar é maneira que isso afeta sua vida diária, seu estado de humor, sua seleção por assuntos e situações vivenciadas. Além do que, não adianta ficar focando sua atenção em coisas negativas se você não está tomando nenhuma atitude para mudá-las.

Na verdade, o que a maioria das pessoas faze é focar em assuntos e situações negativas sem tomarem nenhuma resolução proativa. Apenas propagam as más notícias, espalham o pânico, entram em desespero. Os jornais e revistas de fofoca estão aí para provar que tragédias e maledicências vendem bem e as pessoas têm um prazer perverso na miséria.

Não é que você não possa se informar, mas é a quantidade de energia e atenção que você vai colocar naquilo é o que vai determinar sua vibração. E principalmente, se é algo que você pode fazer algo sobre o assunto para melhorar aquela situação: vá  faça, não fique propagando a informação ruim. Se você não pode fazer nada sobre aquilo diretamente? O máximo que dá para fazer é orar, mentalizar coisas boas sobre aquilo e pronto. Entrar em pânico e propagar o pânico entre os outros não vai adiantar nada.


O que você espera conseguir com suas reações ou A importância de ouvir não com educação

VOCÊ PODE PEDIR E EU POSSO DIZER NÃO

A partir de algo que acabou de acontecer, tive um insight de como as pessoas estão despreparadas para reagir às respostas dos outros.

Acabaram de me pedir um favor. Supostamente um favor, não sendo assunto de vida ou de morte, pode ser negado a depender das condições. Bem, eu não estava em condições de fazer o favor (não queria mesmo e estava ocupada) e neguei. Sabe qual foi a resposta? “Você é uma pessoa muito ruim”. Sério? O que será que essa pessoa esperava que acontecesse me dizendo isso? Com certeza esse tipo de reção poderia até surtir efeito com pessoas manipuláveis e que nutrem um enorme culpa, pois claro que ninguém quer ser considerado “ruim”. Esse tipo de reação é pura chantagem emocional.

Agora, se você, não estando numa situação vulnerável, se nega a fazer algo e esse se negar, além de estar no seu pleno direito, não será nada que irá prejudicar a pessoa, o que será que acontece quando a pessoa que quer um favor seu te ofende? Nada. Só abre um precedente para que você tenha menos vontade ainda de fazer favores futuros a essa pessoa.

Enfim, se fala muito na importância de saber dizer não, mas não se fala na importância de se saber ouvir não com educação.


PEQUENOS PRAZERES

Pequenos Prazeres

PORQUE É MELHOR DESFRUTAR DE VÁRIOS PEQUENOS PRAZERES DO QUE DE POUCOS GRANDES PRAZERES

Os mistérios psicológicos de bolos e massagens revelados

Na economia atual, todos nós podemos tirar vantagens de pequenos conselhos de como gastar nosso dinheiro de forma inteligente.

A ajuda vem na forma de um paper escrito por Dunn, Gilbert e Wilson, a ser lançado, gloriosamente intitulado de “Se O Dinheiro Não Te Faz Feliz, Então Provavelmente Você Não Está Gastando-o Direito”.

(…)

Duas massagens pelo preço de uma

Aqui está um estudo capaz de te deixar perplexo. Nelson & Meyvis (2008) tiveram os participantes massageados por 3 minutos. No entanto, um grupo teve uma pausa de 20 segundos no meio, enquanto outros tiveram uma massagem contínua. Quem gostou mais?

As pessoas predisseram que seria o grupo que tivesse a massagem contínua, mas elas estavam erradas.  As pessoas gostaram mais da massagem com a pausa porque a pausa as impediram de se tornarem aclimatadas à massagem.

O inimigo da felicidade é a adaptação. Infelizmente nós nos acostumamos com as coisas e elas nos dão menos prazer; após um período nós costumamos a não dar mais crédito a elas. Triste mais verdadeiro.

Mas se você faz continuamente pequenas coisas, diferentes coisas prazerosas, você terá um maior prazer geral e se sentirá mais feliz. Isso é, em parte, porque vários prazeres menores superam poucos prazeres maiores.

Duas vezes o preço, mas não duas vezes melhor

Pequenos prazeres também levam vantagem no fato de que comer duas porções de bolo de uma vez só não é duas vezes mais legal. É certamente melhor comer algum bolo do que bolo nenhum, mas não é duas vezes melhor comer o dobro de bolo.

Pense em duas pessoas presentes num evento esportivo, um concerto ou um show. Sim, é melhor para eles sentarem na frente do que sentar no final da fila, mas vale pagar o dobro do preço? Em termos de felicidade não vale. Você não irá aproveitar o evento duas vezes mais. É muito melhor conseguir ingressos mais baratos e poder ir a dois eventos.

Saboreie as pequenas coisas

Pessoas que são capazes de saborear as pequenas coisas da vida são mais felizes. Pessoas que são mais ricas tendem a não saborear tanto as pequenas coisas, em parte porque elas esperam mais da vida. Isso significa que eles não aproveitam tudo o que poderiam por serem ricos (eu sei, seu coração sangra!).

Mas nós sabemos melhor; então vá agora a um café, ou um passeio barato ao parque, ou compre os piores lugares no teatro. Será mais divertido em longo prazo.

TRADUZIDO DO ORIGINAL : http://www.spring.org.uk/2011/10/why-many-small-pleasures-beat-fewer-larger-ones.php by  Jeremy Dean


DECISÕES

Tome mais decisões no dia-a-dia. Porque uma decisão é uma evocação de vida. É por isso que um pouco de caos na sua vida é bom para você, porque constantemente você não toma uma decisão até que você se encontre em uma confusão. E então, no meio da confusão, você toma uma decisão, mas uma decisão que evoca Força Vital. Você já esteve em um lugar onde não conseguia tomar uma decisão e se sentiu meio apático? “Oh, eu não sei. Eu não sei. Eu não sei. Eu não sei.” E então você decide, e você se sente vivo de novo. Nós queremos que você saiba que você nunca terá terminado isto. Então não se aproxime disto com a idéia de “eu tenho que passar por isso”, porque você nunca terá terminado isto de qualquer forma. E a outra coisa que nós queremos que você saiba é que você não tem como fazer isso errado. Então tome uma decisão e deixe fluir.

Abraham


A QUEM PERTENCE O INSULTO?

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Uma dessas parábolas sempre úteis e boas para serem lembradas sempre.
A QUEM PERTENCE O INSULTO?
Perto de Tókio vivia um grande samurai, já idoso, que agora se dedicava a ensinar o zen budismo aos jovens. Apesar de sua idade, corria a lenda de que ainda era capaz de derrotar qualquer adversário.Certa tarde, um guerreiro – conhecido por sua total falta de escrúpulos – apareceu por ali. Era famoso por utilizar a técnica da provocação: esperava que seu adversário fizesse o primeiro movimento e, dotado de uma inteligência privilegiada para reparar os erros cometidos, contra-atacava com velocidade fulminante.O jovem e impaciente guerreiro jamais havia perdido uma luta. Conhecendo a reputação do samurai, estava ali para derrota-lo, e aumentar sua fama. Todos os estudantes se manifestaram contra a idéia, mas o velho aceitou o desafio.

Foram todos para a praça da cidade, e o jovem começou a insultar o velho mestre. Chutou algumas pedras em sua direção, cuspiu em seu rosto, gritou todos os insultos conhecidos – ofendendo inclusive seus ancestrais.

Durante horas fez tudo para provoca-lo, mas o velho permaneceu impassível. No final da tarde, sentindo-se já exausto e humilhado, o impetuoso guerreiro retirou-se.

Desapontados pelo fato de que o mestre aceitara tantos insultos e provocações, os alunos perguntaram:

– Como o senhor pode suportar tanta indignidade? Por que não usou sua espada, mesmo sabendo que podia perder a luta, ao invés de mostrar-se covarde diante de todos nós?

– Se alguém chega até você com um presente, e você não o aceita, a quem pertence o presente? – perguntou o samurai. – A quem tentou entrega-lo – respondeu um dos discípulos.

– O mesmo vale para a inveja, a raiva, e os insultos – disse o mestre. – Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem os carregava consigo.

Autor desconhecido


A grande Mudança e O Fim do Mundo

Cabrum! O mundo acabou e você não viu.

Cabrum! O mundo acabou e você não viu.

 

O mundo não acabou, e agora? Tampouco houve uma mudança brusca e violenta como alguns esperavam.  E sabe por quê? A mudança já vem ocorrendo há muito tempo, a mudança ocorre desde sempre. Claro que, de tempos em tempos, coisas fora do comum acontecem: tragédias causadas por forças da natureza, revoluções, mas a grande mudança é gerada pela força silenciosa da impermanência diária.

Vivemos no tempo das mutações, como pode confirmar qualquer estudioso do I Ching. Qualquer ideia de permanência é ilusória. As pessoas procuram se enganar com a sensação da estabilidade e qualquer promessa de grandes mudanças geram ansiedade.  Alguns irão dizer que é o medo de uma mudança para pior, a possibilidade de algo ruim acontecer é que gera essa ansiedade. Mas é só observar como muitos se autossabotam diante de promessas de coisas boas – mas que causariam grandes alterações em suas vidas – que percebemos que a resistência não acontece só para as mudanças supostamente negativas.

Mas estamos no início de um novo ano e todos pedem por mudanças, fazem resoluções de ano novo, juram que irão cortar maus hábitos, mas trabalham – às vezes inconscientemente, às vezes nem tanto – para se manterem estáveis, na mesma, seja por medo, preguiça ou insegurança. Enquanto a grande mudança, tão esperada, acontece em silêncio, passando despercebida pela maioria das pessoas.